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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

É Triste... e Duro Defender a Natureza neste País à Beira Mar cada vez mais Encalhado. Arrrr!!!





Azinheiras Destruídas Em Habitat Protegido pela Rede Natura 2000 e REN por Pura Incompetência da Autarquia de Alvaiázere











Esta notícia já fez correr muita tinta, desde o site da QUERCUS (http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=567&articleID=2248) até à blogosfera (http://geographando.blogspot.com/2007/12/um-texto-para-reflectir.html; http://msmacanense.blogspot.com/2007/12/azinheiragate.html; http://msmacanense.blogspot.com/2008/01/azinheiragate-novas-verses.html), imprensa regional (http://www.asbeiras.pt/index2.php?area=leiria&numero=53303&ed=14122007; http://www.asbeiras.pt/index2.php?area=leiria&numero=53482&ed=19122007;
http://www.asbeiras.pt/?area=leiria&numero=54068&ed=03012008;
http://www.noticiasdocentro.net/artigo.php?ArtID=3329) You Tube (http://www.youtube.com/watch?v=KIwFzo_92Mw) e outros ...


Infelizmente não fez correr apenas tinta, que o diga o colega geógrafo metido nesta alhada. Mas eu como colega e amigo venho dar-lhe mais um apoio dos muitos que já tem recebido.

É triste neste País ver que, por se seguir os mais básicos princípios éticos que uma profissão implica - neste caso técnico de Ordenamento do Território - se veja numa situação ingrata: ser acusado de denunciar um atentado sobre o ambiente sendo ele um dos responsáveis pela sua conservação no concelho de Alvaiázere!?

É triste que muitos autarcas deste País tenham uma mentalidade tão mesquinha. Sem provas aparentes acusa o seu próprio técnico de vincular esta notícia para as entidades competentes e manda-o para o desemprego. Não é então um dever de qualquer cidadão preservar o ambiente neste País, que tanta pompa e circunstância faz de pertencer aos "27" e de querer seguir o "comboio europeu para o desenvolvimento". Não será nunca desta forma, obviamente...

Este investigador, que tudo fez, e continuará a fazê-lo de uma forma ou de outra, para divulgar o que de melhor tem Alvaiázere, não só a nível natural, mas também cultural, é feito bode-expiatório.

A seu convite tive a oportunidade, antes de esta polémica ter saído, de visitar este concelho e ter ficado a conhecer os seus belos recantos "naturais".

É triste ver que enquanto alguns se esforçam por divulgar o que de melhor têm a nível ambiental - e estou a falar de autarcas -, quando afinal até têm muito pouco, outros desperdiçam um potencial enorme, mesmo em termos económicos - turismo, atracção de população ao concelho pela melhoria da qualidade de vida ambiental, nomeadamente - para servirem um "lobbie" de alguns. Pelos vistos este autarca não se interessa pela lei deste País e quanto mais pelo bom senso, e faz arrasar um património que não é apenas dele ou de um grupo de caçadores, mas que pertence a todos, à população de Alvaiázere e ao mundo inteiro.

É triste... para não dizer mais...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Pesca Tradicional da Lampreia no Rio Lima, Homenagem a 1 Amigo

Para homenagear um amigo, que se foi ainda a meio da sua vida terrena, fui ao meu baú de fotografia. (Fotos de 18 de Março '07)


Aqui podemos ver como se pesca a lampreia (Petromyzon marinus), que serve de base para muitos dos pratos tipícos do cozinha minhota... O problema é que já são poucos os profissionais que pescam assim... a espécie poderá estar ameaçada como no Rio Tejo, onde foram exploradas até à exaustão...
Esta pesca tradicional foi gravada em documentário por um canal da vizinha Galiza, onde este amigo participou onde a minha propriedade e o "nosso" rio foram o cenário... Nunca o cheguei a ver...







Um abraço amigo para quem me ensinou muito sobre o rio desde a minha infância... e adorava o Rio Lima acima de tudo, pois passou lá grande parte da sua vida... Até sempre... ainda sentiremos a brisa do rio um dia... Armando Dantas... o "Pilo"...

Mesmo em plena selva urbana há Natureza!



No passado dia 27 de Novembro fui acompanhar um trabalho de campo de dois especialistas da vegetação em Portugal... no Sapal das Hortas de Alcochete e das Salinas do Samouco.

Observei, ouvi, aprendi e, como é óbvio, tirei muitas fotografias...

Mas, na chamada Reserva Natural do Estuário do Tejo, não fotografei apenas plantas do sapal... acabei por fotografar uma das maravilhas e ex-libris do que resta deste Estuário - os flamingos (Phoenicopterus roseus - o flamingo-comum, segundo a informação do site (http://en.wikipedia.org/wiki/Flamingo). Bem, ficam aqui algumas das fotos das aves, da paisagem e das plantas - sobretudo espécies dos juncais classificados nos habitats da Rede Natura 2000 como "Prados Salgados Mediterrânicos" comunidades de plantas da ordem Juncetalia maritimi. (http://www.icn.pt/psrn2000/caracterizacao_valores_naturais/habitats/1410.pdf).




Chega de "paleio" as imagens falam por si... depois é só ir visitar, promover e, acima de tudo, proteger...

































































sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Vamos acabar com a impunidade... denuncie!!!




Como já tardava a escrever...

(c) http://www.gnr.pt/portal/internet/sepna/
Numa pesquisa surgiu-me a página SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente) da GNR, a Polícia Ambiental Nacional ou a chamada Brigada Verde da GNR. Veio substituir a saudosa Guarda Florestal... que muito contribuiu para o que ainda hoje resiste das nossas florestas... (À pouco tempo fiquei a saber que um tive um tio-avô guarda florestal que morreu em serviço - talvez venha daí o meu gene...)
Em qualquer serra deste País se vêem as ruínas (na maior parte dos casos) das antigas "casas do guarda"... É triste pensar que na altura em que o País vivia uma ditadura havia uma política de protecção de florestas bem organizada... e agora numa democracia o ICN(B) (alterou-se o nome nem sei bem porquê? Tradição em Portugal) nem dinheiro tem por vezes (ou muitas) para telefone, gasóleo etc, quanto mais para contratar mais pessoal especializado... quando há n licenciados da área do ambiente sem trabalho?! Só para referir um exemplo há cerca de 2 anos atrás tive conhecimento que para a Paisagem Protegida da Serra de Montejunto apenas havia uma pessoa, era ele o vigilante, o recepcionista... o investigador, etc. para a serra toda???! Como é possível proteger a Natureza, estudá-la, preservá-la assim?! Só com muito amor e sacrifício, diria eu...


Bem pelo menos temos, legalmente, desde Fevereiro de 2006, através do DL 22/2006 e da Portª 798/2006, o SEPNA.


Qualquer situação de ilegalidade podemos apresentar queixa através de um formulário electrónico bastante prático. No site http://www.gnr.pt/portal/internet/sepna/ procurar "SOS Ambiente" e é fácil...


Mas o melhor é dar uma olhadela pelo site e ver qual a a responsabilidade desta brigada verde...
A mascote (figura acima) "guarda natureza" representa um lince, esperemos que a sua presença no terreno não seja tão rara ou inexistente como o lince-ibérico (mais uma prova da nossa intervenção desregrada na Natureza).


Está na altura de agir, não se pode ficar complacente com atentados, por mínimos que sejam, ao nosso património natural, um bem cada vez mais raro...

domingo, 12 de agosto de 2007

Ribeira d'Alge em Alvaiázere, um paraíso (quase) perdido!

Para comemorar o Dia Nacional das Áreas Protegidas (28 Jul'07) um amigo convidou-me para um percurso pedestre pela ribeira d'Alge em Alvaiázere.



Um paraíso perdido no meio de uma área de eucaliptal, ardida recentemente, já no Maciço Antigo, onde, ao contrário da Orla Lusitânica, dominam os granitos e xistos. (PS: em termos morfoestruturais o território continental está divido em 4 grandes áreas, o Maciço Antigo, as duas Orlas (a Ocidental ou Lusitânica e a Algarvia - bacias sedimentares antigas - calcários e margas) e a Bacia Sedimentar do Tejo-Sado (mais recente) - areias.)


No fundo de um vale mais ou menos encaixado encontra-se um, aparentemente bem preservado e adulto, bosque de galeria de amieiros (Alnus glutinosa (L.) Gaertner), choupos (Populus nigra L.) e freixos (Fraxinus angustifolia Vahl. , e também loureiros (Laurus nobilis L.), ladeado aqui e ali por carvalhos-cerquinho (Quercus faginea Lam. subsp. broteroi (Coutinho) e carvalhos-negral (Quercus pyrenaica Willd.)


No subosque encontramos grandes arbustos (ou pequenas arboretas) o sabugueiro (Sambucus nigra L., sanguinho-de-água (Frangula alnus Mill.), o pilriteiro (Crataegus monogyna Jacq.), o medronheiro (Arbutus unedo L.), as urzes (Erica sp.) mas também a gilbardeira (Ruscus aculeatus L.) e 2 ou 3 espécies de fetos (feto-real, Osmunda sp...) e a murta (Myrtus communis L.) entre outros...





























Este biótopo no fundo do vale foi poupado pelos incêndios que devastaram o eucaliptal (Eucalyptus globulus Labill. e matos nas vertentes (excepto a maior parte dos sobreiros (Quercus suber L.), agora com um verde vigoroso), que atormentaram esta região no Verão de 2005. Contudo os incêndios estão agora a facilitar o desenvolvimento de espécies invasoras e infestantes, sobretudo a acácia-mimosa (Acacia dealbata Link), mas também a acácia-bastarda ou robínia (Robinia pseudoacacia L.) (espécies que pude observar no terreno), que se apoderam do fundo das vertentes e começam a proliferar pelas vertentes acima.
Felizmente no seio do bosque de galeria a situação parece encontrar-se estabilizada, com a presença de alguns indivíduos naturalizados já adultos, mas sem, aparentemente, demonstrarem uma competitação pelo espaço com as espécies autóctones ou arqueófitas (espécies de introdução muito antiga - Populus nigra, L.)














































































Um local a visitar para quem gosta de usufruir da Natureza bem de perto. (por ex. no choupo-negro que serve de ponte natural à ribeira.)